

Os temas aqui propostos são
sugestões para o
desenvolvimento de projetos extra-classe pelos alunos de ZOOLOGIA IV
da Universidade Federal da Bahia para o semestre 2010.2.
O desenvolvimento destes projetos pelos discentes
tem por objetivos:
a. estimular o discente a buscar
conhecimentos complementares aos temas desenvolvidos na disciplina
ZOO IV;
b. estimular o desenvolvimento
de trabalhos práticos não-demonstrativos;
c. facilitar a fixação do
conteúdo abordado;
d. provocar reflexão crítica
sobre a qualidade e quantidade do conteúdo trabalhado nos ensinos
fundamental e médio;
e. estimular a criatividade do
discente;
f. criar ambiente propício à
extensão universitária;
g. auxiliar no desenvolvimento
do espírito crítico relacionado à pesquisa científica.
h. avaliar o discente por
métodos de avaliação diversificados.
Avaliação: os projeto pontuarão de 0 a 10 e terão
peso igual às provas.
Todos os produtos dos projetos deverão permanecer
como patrimônio da universidade para fins didáticos e expositivos.
Os temas poderão ser propostos pelos discentes
após análise do professor responsável. Todavia, com o intuito de
facilitar o aluno ainda sem "idéias claras do que desenvolver",
seguem abaixo algumas sugestões de temas que considero interessantes
e importantes:
1.
Zoologia dos Cordados no Ensino Médio:
análise crítica dos conteúdos e da 'forma' de abordagem utilizados
em livros didáticos voltados ao Ensino Médio. A construção metódica
da análise seguirá o modelo de formulário que deverá ser preenchido
pelos alunos para cada obra em separada.
ORIENTAÇÃO GERAL: desenvolva
sua análise de maneira precisa e detalhada. Cada informação deve ser
examinada com cuidado, assim como ilustrações (figuras, desenhos e
esquemas), legendas e tabelas. Os assuntos tratados na obra devem
estar consonantes com os objetivos da obra e público-alvo. Os itens
a serem preenchidos são, em sua maioria, auto-explicativos. Em caso
de dúvida, procure o professor responsável pelo exercício. Você deve
realizar somente análise dos conteúdos relacionados à Zoologia dos
Cordados. Note, porém que há obras que tratam do assunto ao longo de
unidades diferentes! Atenção, portanto, em sua análise.
Para cada obra deverá ser
preenchida ficha em separado. As obras a serem avaliadas deverão ser
aquelas disponibilizadas pelo professor.
Ao professor deverá ser
entregue uma ficha para cada obra por grupo de discentes. Cada grupo
deverá ser composto de 03 a 05 alunos; cada grupo avaliará 01 obra,
sendo que todos os membros de cada grupo deverão avaliar a
obra e preencher fichas individuais. Ao final da discussão
intra-grupo, uma única ficha consolidada por grupo será entregue ao
professor. Cada grupo deverá apresentar seus resultados oralmente,
sintetizando os principais resultados e recomendações.
MATERIAL: (A)
Formulário preenchido (exemplo)
(B)
Formulário em branco
2.
Modelos de protrusão das maxilas em
Actinopterygii: criação de modelos articulados que
demonstrem o processo de articulação e movimentação. São necessários
modelos que evidenciem os mecanismos observados em paleoniscoides
(p.ex., Paleoniscus), Amia e Teleostei (naqueles
cujas peças esqueléticas têm amplo movimento para protrusão).
3.
Esqueleto de Teleostei:
(3.1) preparação de esqueleto de teleósteo de
dimensões corporais de médio a grande por processo de descarnação ou
equivalente (esqueleto seco). Os elementos esqueléticos deverão
estar montados corretamente e suas partes identificadas em legenda.
O esqueleto deverá ser preparado para exposição e será exposto
didaticamente como acervo da UFBA. Uma vez montado e suas partes
identificadas, comparar sua estrutura esquelética com aquela
encontrada em Amia (os esqueletos cranianos de Amia
e Lepisosteus se encontram disponíveis na UFBA para
comparação). (3.2) Associar os
elementos cranianos como sinapomorfias dos OSTEICHTHYES +
TELEOSTOMI: (a) pulmão ou bexiga de gás, (b) raios branquiostegais,
(c) série opercular, evidenciando-os com ‘pontos’ coloridos: (1) os
quatro ossos da série opercular e (2) raios branquiostegais.
(3.3) confeccionar painel-legenda de pequenas dimensões.
4.
Regionalização da coluna vertebral em
mamíferos: preparar esqueleto
de mamífero quadrúpede, identificar seus elementos e explicar o
porque da regionalização vertebral e as funções correspondentes às
modificações observadas. Sugestão: monte um felídeo ou canídeo.
Procure o setor de mastozoologia do Museu de Zoologia e solicite
auxílio na preparação. Há carcaças disponíveis esperando para serem
preparadas.
5.
Modelo de Cordado:
criação de um modelo de cordado genérico
baseado em corte transversal de um anfioxo e vista lateral do mesmo.
O modelo deve apresentar diâmetro de 15 e 30 cm e comprimento de 30
a 60 cm. O objetivo é apresentar o plano estrutural dos cordados
contendo suas sinapomorfias, incluindo aquelas contraditórias, ao
público em geral, logo, um modelo didático agradável e fácil de ser
compreendido pelo usuário. Todas as partes importantes devem ser
identificadas em legenda apensada ao modelo.
6.
Estruturas associadas ao vôo em
vertebrados:
(6.1) preparação e montagem de esqueleto
de ave de dimensões corporais de médio a grande por processo de
descarnação ou equivalente (p.ex., galinha). Os elementos
esqueléticos deverão estar montados corretamente e suas partes
identificadas em legenda. O esqueleto deverá ser preparado para
exposição. Uma vez montado e suas partes identificadas, comparar sua
estrutura esquelética com (6.2) morcego (mesmo
processo de preparação) e (6.3) Pterossauro
(gravura). O aluno deverá, através dos esqueletos montados, explicar
as principais diferenças morfológicas relacionadas ao vôo nestes
três grupos taxonômicos. (6.4)
apontar no esqueleto da ave características esqueléticas que
aproximem as aves dos dinossauros.
7.
Tipos de crânios em serpentes:
(7.1) preparação e montagem de esqueleto
craniano de serpentes de dimensões corporais de médio a grande por
processo de descarnação ou equivalente (áglifa, proteróglifa,
opistóglifa, solenóglifa). Os elementos esqueléticos deverão estar
montados corretamente e suas partes identificadas em legenda. O
esqueleto deverá ser preparado para exposição e será exposto
didaticamente como acervo da UFBA. Uma vez montado e suas partes
identificadas, associar sua estrutura esquelética com (7.2)
mecanimso de alimentação, (7.4) hábitos de vida e
(7.5) locomoção. Quanto ao item 7.2,
relacionar ao tema a ser desenvolvido no. 08.
8.
Locomoção das Serpentes:
preparação e montagem de esqueletos de serpentes de
dimensões corporais de médio a grande por processo de descarnação ou
equivalente. Os elementos esqueléticos deverão estar montados
corretamente e suas partes identificadas em legenda. Os esqueleto
deverão ser preparado para exposição. Uma vez montado e suas partes
identificadas, comparar sua estruturas esqueléticas, principalmente
quanto aos aspectos referentes à locomoção. Recomendo Boídeo vs.
Colubrídeo.
9.
Cinetismo craniano em Serpentes vs.
Lagartos:
(9.1) preparação e montagem de modelos
de crânios de serpente e lagarto para representar os pontos de
articulação e movimento de ambos durante o processo de alimentação.
Este tema pode ser associado na apresentação e desenvolvimento ao
tema 7.
10.
Esqueleto apendicular em vertebrados:
(10.1) Peixe
cartilaginoso: cintura pélvica e nadadeira pélvica; (10.2)
Peixe ósseo: Idem. Em ambos, identificar os elementos esqueléticos
constituintes (cintura; elementos basais, radiais, lepidotríquios e
ceratotríquios). Comparar as estruturas e associá-las aos grupos
taxonômicos que as possuem. Estes elementos poder
ser diafanizados e montados expostos em 'caixa de vidro'.
(10.3) Anuro: em esqueleto de anuro de grande porte a seco
(>10 cm) apresentar e identificar as partes constituintes da cintura
pélvica, explicando sumariamente o porque das modificações
observadas. Associar a regionalização dos membros em anuros às
nadadeiras descritas acima. (10.5) esqueleto de
primata: fazer o mesmo, mas deve estar montado em seco. Comparar as
cinturas observadas nestes animais e mostrar as modificações nestes
vertebrados relacionando a questões adaptativas.
11.
Caracterização dos Gnathostomata:
(11.1)
Preparar crânio de tubarão (grande) + arco
mandibular, arco hiódeo e branquiais. Estes elementos estarão
indicados por ‘pontos’ coloridos, assim como outras partes
importantes do condocrânio (cápsulas nasal, orbital e ótica e rostro).
(10.2)
Explicar em PAINEL com ilustrações a formação do arco mandibular e
do arco hióideo a partir dos arcos branquiais (hipótese serial).
(10.3) Criar modelo que represente a suspensão
hiostílica de tubarão; criar modelo que represente suspensão
anfistílica; criar modelo que represente uma suspensão autostílica.
Explicar brevemente a evolução da suspensão do arco mandibular.
12.
Caracterização dos Tetrapoda:
(12.1) através de peças
esqueléticas de vertebrados de grandes dimensões e esqueletos
montados em via seca identificar como sinapomorfias dos
TETRAPODA: (a) vértebras com zigapófises, (b)
cintura pélvica articulada com vértebra sacral (ilío + placa
pubo-esquiática), (c) caixa torácica (costelas estendidas
ventralmente), (d) perda da conexão entre crânio e cintura peitoral,
(e) membros compostos por stylopodium, zeugopodium e autopodium,
sendo este último totalmente desenvolvido e formado com carpos
(pulso), tarsos (calcanhar) e dígitos (dedos); (f) perda da
conexão crânio dérmico-cintura peitoral: importância da
mobilidade da cabeça ao se desprender da cintura peitoral. Usar
cabeça de peixe montada com cintura peitoral + esqueleto de anfíbio
(sapo), evidenciando os ossos pós-temporal e supra-cleitro +
ilustração explicativa + texto sintético.
(g)
PAINEL: inserir os elementos acima no cenário evolutivo para a
transição para a terra firme = tema a ser desenvolvido sobre a
transição para a forma Tetrapoda na invasão dos continentes.